Esqueci como escrever-me
Não sei que palavras usar-me
O conhecimento escapou-me
Se me acho assim perdida
É porque uma parte de mim morreu
E não sei o que em mim vive
Apesar disso,
Penso em mim bastante
Mas é como se não coubesse
Nas palavras o tanto
Tateio-me,
O corpo permanece,
Os olhos continuam,
A boca se reprime.
Se o pensamento coubesse nos dedos,
O corpo calaria,
Adoentaria-se como um cientista,
Que se cansa ao buscar as palavras na consciência
Ao invés de escavá-las com os pés,
Como os poetas.
Procuro-me na ciência,
Mas a minha verdadeira essência é poesia.
domingo, 29 de setembro de 2013
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