sábado, 1 de março de 2008

Casa de flores


Venho correndo contra a corrente,
A luz se distrai e
A rua taciturna se esconde nas sombras.
Onde está o portão da minha casa de flores?

A pergunta cala-se em mim e

A corrente inunda meu ser.
Chovem flores em gotas
Suspensas do meu pensar.

Veloz, a luz volta

E a rua se encontra.
Presa sob meus olhos fascinados,
A certeza pulsa como vivo:
O portão da minha casa de flores está em mim,
Rosas vagueiam minhas artérias..

Um comentário:

Anônimo disse...

Carrega então teu portão, poeta, como um estandarte de guerra, ou melhor, de tudo que for o inverso da guerra, um estandarte invertido... Importante é estar atento e inteiro, e poder oferecê-lo, como um buquê, a toda a multidão. Mas sem se perder, né? Inteiro, um buquê onde a seiva das flores ainda escorre, e nem é seiva, é luz... Lindo, poeta, linda. Também estou embriagado.