Ando com as calças folgadas,
as mãos folgadas,
a vida folgada..
Falta-me o cúmplice das horas apertadas,
o aconchego das mãos vazias,
o cortejo que me faça sambar numa avenida,
o ritmo de carimbó que embale meu vestido,
os pés ao lado dos meus a construir caminhos..
Ando versos perdidos na folgadura da vida,
número sem par,
água sem corrente acorrentada na maré da solidão,
peça espalhada pelo chão
sem encaixe,
caixa sem som.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
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