domingo, 3 de fevereiro de 2008

Entro
Esqueço
Desapareço.

Tropeço em galhos secos,
raízes estéreis seguram meu andar.
Cresço para além das copas das árvores,
chego ao céu e
escureço.
Fora de mim sou nada,
empobreço.

Onde andam as palavras que busco fora de mim?
Embruteço.
Choro.
As raízes estancam meu sonhar,
sou toda seca,
oca,
só.

As folhas amarelas tardam a nascer.

Um comentário:

Daiane Gasparetto disse...

A ascendência desta planta lunar brota diante do verso e reverso de sua existência, que vaga de modo imperceptível, tece andares nas alturas e acaba por ser a delicadeza da aridez pós-chuva. Talvez o amarelado de algumas folhas esteja adiando a sua vinda para que possamos escutar as palavras verdes que são encontradas dentro de ti e que crescem, depois, dentro de nós.