
Em trupe espergimos olhares curiosos,
guia-nos a vontade de ver - além
da superfície de corpos e paisagens.
Aventuramo-nos sob o pretexto
da descoberta de um mundo - outro,
refletido pelo olhar das lentes - de nós mesmos.
A luz que escreve sobre o anteparo
projeta sombras do mundo - nosso.
E só porque somos fotografia de nós
é que fotografamos o outro.
guia-nos a vontade de ver - além
da superfície de corpos e paisagens.
Aventuramo-nos sob o pretexto
da descoberta de um mundo - outro,
refletido pelo olhar das lentes - de nós mesmos.
A luz que escreve sobre o anteparo
projeta sombras do mundo - nosso.
E só porque somos fotografia de nós
é que fotografamos o outro.
2 comentários:
E na fotografia desse “nós” os inúmeros reflexos de uma gente dentro de outra gente, e de outra, e de mais outra...
Essa tua palavra também é uma aventura no retrato do papel.
Este dentro de dentro de outra gente me parece uma imagem-símbolo de um sonho psicanalítico.
No entanto, diz certo.
Se não somos um emaranhado de gente?
Eu sou. De meu pai, mãe, tanto e tudo. Até seu, dela, acolá. Sou humano e coisa, uma mistura plena de formação intelectual da forma das formas que me exponho. E ainda as transcendências. Ainda as tanscendências.
Vou retratar num papel tudo isto;
na convenção da fotografia.
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