quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Fotografia de nós.


Em trupe espergimos olhares curiosos,
guia-nos a vontade de ver - além
da superfície de corpos e paisagens.

Aventuramo-nos sob o pretexto
da descoberta de um mundo - outro,
refletido pelo olhar das lentes - de nós mesmos.

A luz que escreve sobre o anteparo
projeta sombras do mundo - nosso.
E só porque somos fotografia de nós
é que fotografamos o outro.

2 comentários:

Daiane Gasparetto disse...

E na fotografia desse “nós” os inúmeros reflexos de uma gente dentro de outra gente, e de outra, e de mais outra...

Essa tua palavra também é uma aventura no retrato do papel.

Pedro Augusto Cabral disse...

Este dentro de dentro de outra gente me parece uma imagem-símbolo de um sonho psicanalítico.

No entanto, diz certo.
Se não somos um emaranhado de gente?
Eu sou. De meu pai, mãe, tanto e tudo. Até seu, dela, acolá. Sou humano e coisa, uma mistura plena de formação intelectual da forma das formas que me exponho. E ainda as transcendências. Ainda as tanscendências.

Vou retratar num papel tudo isto;
na convenção da fotografia.