sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008


Estou em dívida com o tempo.
Os livros jazem nas estantes,
As horas escorrem na beirada da cama.

2 comentários:

Pedro Augusto Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Augusto Cabral disse...

Em dívida com o tempo;
não resta ser apenas ele
tramitar e divagar - e o relógio
subindo, descendo, subindo, descendo.
O eu-ponteiro seguindo as periodicidades
Como se estivesse preso à minha condição e não questioná-la.
Há de me funcionar, hãn!
Fazer da rotina, mais que duas voltas.
Girar o mundo inteiro e alertar o pessoal
que eu não paro de girar,
do deixar o beirar da cama aos leres dos grandes livros.
Sou ponteiro e hei de apontar:
o tempo jaz nas estantes,
na beirada dos olhos abertos,
nos movimentos das mãos
e ainda mais na falta deles.
Com-vocação ou sem;
resido em minha tarefa.